sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Avaliação de livros didáticos

Filosofando: introdução à filosofia
Maria Lúcia de Arruda Aranha
Maria Helena Pires Marins
Editora Moderna
Valor: R$ 70.00 reais
Algumas características

A obra é estruturada e organizada em seis unidades temáticas, cuja exposição se sustenta na história da Filosofia: Cultura; Conhecimento; Ciência; Política; Ética; Estética. No final dos capítulos, leituras complementares ampliam o contato com os filósofos, bem como com textos de diferentes estruturas e registros, para serem analisados filosoficamente. As atividades privilegiam os exercícios de interpretação e problematização, estimulando a reflexão pessoal e o desenvolvimento de competências como a elaboração de dissertações. Nos apêndices finais, alunos e professores têm à disposição quadro cronológico; Vocabulário de termos filosóficos; Índice de nomes; Filmografia; Projetos e Bibliografia atualizada. Volume único, no formato 17 X 24 cm, com 440 páginas, suplementado por Manual de uso exclusivo do professor (40 páginas).
Ao que parece a obra atinge muito bem seu público alvo, que o de ensino médio. É muito interessante a forma como as autoras conseguem traduzir conceitos, muitas vezes extremamente abstratos, a uma linguagem acessível a estudantes de filosofia do ensino médio. Todavia, parece-nos que em alguns temas as autoras buscassem partir do universo dos jovens, talvez até citando exemplos, o grau de interesse poderia facilitar a compreensão para os mesmos. Isso não apaga por sua vez a grandeza delas terem trazido na obra trechos dos grandes clássicos, pois garante a oportunidade de em algum momento de suas vidas, seus alunos terem contato com materiais de riqueza tão singular.
ESTÉTICO:

· Todo em preto e branco;
· Poucas gravuras;
· Ótima diagramação. Facilitadora para a leitura;


INICIAÇÃO À HISTÓRIA DA FILOSOFIA
Dos pré-socráticos a Wittgenstein Danilo Marcondes Filosofia 300 páginas
Editora Jorge Zahar
R$ 36.00 reais


Algumas características:

A obra situa pensadores e correntes filosóficas em seu contexto histórico, discute idéias e conceitos, além de reproduzir alguns dos textos mais relevantes dos filosófos estudados. Cada capítulo vem acompanhado de um quadro sinótico, uma seleção de leituras sugeridas e questões e temas para discussão em sala de aula, revelando a preocupação eminentemente didática da obra. Dividido cronologicamente em quatro partes – filosofia antiga, medieval, moderna e contemporânea –, após cada capítulo o livro traz quadros sinóticos que recapitulam a matéria estudada, uma seleção de leituras sugeridas, além de propor questões e temas para discussão em sala de aula, o que reforça e traduz o caráter expressamente didático da obra. Todavia, tais questões de assimilação não buscam partir da realidade dos alunos. Conta também com índice remissivo. A obra é interessante para aqueles que já se interessam pela filosofia, mas não para os que, derrepente, já carregam consigo um preconceito de que ela não serve para nada;

ESTÉTICO:

· Os textos parecem ser amontoados;
· O espaçamento entre linhas é muito pequeno
· Não consta gravuras

terça-feira, 21 de outubro de 2008

A Filosofia da PUCPR


O Grupo Krinein Produções, de alunos do 4º período curso de filosofia da PUCPR 2008, estará realizando um programa que abordará um pouco sobre a filosofia na PUCPR em meados do mês de novembro. Será apresentado o seguinte roteiro:

1. Num cenário, será apresentado o Programa “Krinein” (crítica).

2. Cena 1: Abertura: tema do programa: “A filosofia na PUCPR”. Apresentadores: Tiago Evaristo e Edimar Moreira.

3. Cena 2 – Qual a missão da PUCPR

4. Cena 3 – Qual a missão do curso de filosofia

5. Cena 4 – O ambiente do curso
6. Cena 5 – Breve histórico do curso

7. Cena 6 – Entrevista de quem já fez o curso

8. Cena 7 – O curso hoje

9. Cena 8 – Entrevista com os alunos (1º, 2º e 3º anos)

10. Cena 9 – Encerramento do Programa

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Verdade: vale a pena busca-lá?*

Verdade: por muitos buscada, almejada, sonhada. Para Friederich Nietzsch, um conceito que pode ser colocado em dúvida. Segundo ele, ela se mostrou sempre como suprema, o fim último da vida humana. Em sua obra Além do bem e do mal, o filósofo, que mesmo dizendo-se contra a metafísica é considerado por Heidegger como o último grande metafísico, apresenta como é perigoso ter algo como dogma e como isso se torna limitado, coisa de principiantes. A filosofia dogmática causa danos, pois colocando-se como solução última não abre espaço para novos diálogos. A proposta nietzschiana, porém, é justamente acabar com tais concordâncias para que se abra um novo diálogo mais reflexivo, mais profundo.
Segundo Nietzsch, sempre se perguntou sobre a causa do querer a vontade. Sua pergunta, entretanto, é mais radical: qual o valor desse querer? Esse problema, conforme o filósofo, não poderia jamais ser retirado de sua antítese, como por exemplo, a própria vontade de verdade, da vontade de engano. Este é o prejuízo típico do pensar metafísico. Para ele, os filósofos são comparáveis a seres abobados que facilmente se deixam enganar por inspirações próprias. Justamente essas eloqüências, eles a chamam de verdades. Todos esses, inspiradores, acreditam terem chegado a algo que é o senhor de todas as outras verdades. Nesse ponto tem-se a convicção. Ele a avalia como sendo algo que parte do próprio ser humano: uma vontade moral. Outro elemento interessante é ele ter intuído que também a própria ciência é metafísica. Isso se deu em um período em que criticar a ciência era criticar a evolução do ser humano.
Portanto, percebe-se que Friederich Nietzsch conduziu o pensar filosófico a um caminho, ao que parece, nunca trilhado antes. A grande inovação do pensador foi a de pergunta do por que da escolha da verdade. A essa indagação ele atribui a resposta de que é preferível pelo fato dela ser moralmente melhor.
*texto elaborado por Edimar Fernando e entregue ao professor do PA: Filosofia Geral e Problemas Metefísicos, de Filosofia da PUCPR

sábado, 18 de outubro de 2008

Patrocínios

O trabalho de um estudante de filosofia é, sem dúvida, um grande desafio. O mercado capitalista muitas vezes tem buscado meios de sempre juntar mais e mais dinheiro. Dessa forma, parece às vezes que não é possível encontrar instituições que queiram patrocinar movimentos filosóficos, sejam lá eles como forem. Porém existe sim essas que se preocupam com a formação de um cidadão mais consciente. Com a produção do vídeo e caderno de atividades por meio do grupo “Devir Produções”, elaborados a pedido do professor Daniel Perez, na disciplina de Prática Profissional do curso de Licenciatura em Filosofia, podemos perceber um série de empresas que podem fazer com que esse modesto projeto, devidamente revisado e ajustado, ajude professores em sua atuação profissional. Segue abaixo algumas informações de empresas que podem ajudar no patrocínio de matérias como esse. Consta inscrita na primeira, “Patrocínio Certo”, o projeto do grupo “Devir Produções”.



Instituição escolhida:



Patrocínio Certo
O Portal "Patrocínio Certo" oferece informações sobre diversas empresas e pessoas físicas no Brasil em busca de um patrocínio para as mais variadas iniciativas, englobando teatro, cinema, festas, eventos, inaugurações, feiras, projetos sociais e quaisquer demais projetos que necessitem de apoio.
Através da exposição dos currículos ou apresentações destes eventos no "Patrocínio Certo", o potencial patrocinador pode escolher em qual projeto deseja investir. Ele oferece também a oportunidade de fornecedores dos mais diversos produtos e serviços divulgarem seu produto no próprio site nas áreas específicas onde milhares de pessoas e empresas entram diariamente em busca de novos negócios. Através dele é possível por exemplo, um fabricante de tênis poder anunciar nas áreas de esporte ou um fabricante de bebidas anunciar nas áreas de festas, eventos e restaurantes. Desta forma conseguimos garantir um marketing direcionado e com uma espetacular conversão em vendas
"Patrocínio Certo" é uma empresa situada na cidade de São Paulo que conta com 8 anos de experiência no setor de publicidade e divulgação de eventos em todo Brasil. É o primeiro site brasileiro totalmente focado em buscar um patrocínio para aqueles que precisam ser patrocinados para desenvolverem suas atividades e ao mesmo tempo oferecer às empresa uma excelente oportunidade de divulgação de sua marca para um público determinado dentro um nicho de mercado específico.
Para incluir seu evento ou atividade em busca de um patrocínio você deverá primeiramente fazer seu cadastro clicando em "CADASTRE-SE" na barra superior da tela principal. Apos seu cadastro inicial, você recebera em seu e-mail um link para validação de seu cadastro. Basta clicar no link e digitar sua senha que seu cadastro estará validado.
Estando com o cadastro validado o usuário poderá acessar a o Painel de Controle e a partir daí cadastrar na modalidade PATROCINADO seus eventos e ou modalidades onde necessita de um patrocínio.
Em todo o processo de inscrição tive todas as indicações do procedinto. Atulametne nosso material aguarda patrocínio dessa instituição.

Contato:

www.patrociniocerto.com.br

Tel/Fax : (0xx11) 3842-7457

Outros sites:


FUNDAÇÃO ARAUCÁRIA
A Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Paraná ampara a formação de recursos humanos do Estado do Paraná. Seus recursos financeiros têm origem no Fundo Paraná, que destina 2% da receita tributária do Estado ao desenvolvimento científico e tecnológico. Desse percentual, até 30% são destinados à Fundação.
Desenvolvido com o apoio da Celepar e implantado em agosto de 2001, o Sistema de Gestão de Projetos - Sigep é um aplicativo-web que gerencia eletronicamente os projetos da Fundação Araucária. Por meio dele, os pesquisadores preenchem e enviam, on line, o formulário de encaminhamento de proposta de apoio a pesquisas, eventos ou publicações. Deverá inscrever-se no Sigep qualquer usuário que queira solicitar algum tipo de apoio financeiro disponibilizado pela Fundação Araucária, por meio de editais específicos que estejam abertos. Também devem se cadastrar pesquisadores interessados em compor o banco de consultores da Fundação.
Para a consecução de seus objetivos à Fundação Araucária, individualmente, ou em parceria com outros órgãos financiadores, compete:
• Amparar a pesquisa e a formação de recursos humanos, visando o desenvolvimento científico, tecnológico, econômico e social do Estado do Paraná;
• Apoiar, total ou parcialmente, bolsa-auxílio, projetos, programas ou investimentos em unidades ou pólos de pesquisa ou de desenvolvimento científico e tecnológico;
• Cadastrar, organizar e manter atualizados sistemas de informações sobre entidades, projetos, programas, recursos humanos, laboratórios, serviços e equipamentos que atuem ou sejam aplicados em áreas compatíveis com seus objetivos sociais, a fim de obter colaboração, cooperação e otimizar investimentos nessas áreas;
• Desenvolver atividades de identificação, negociação, captação e atração de investimentos, para aplicação em setores compatíveis com seus objetivos sociais;
• Promover, fomentar e subvencionar a publicação de estudos, pesquisas e outros documentos, ações, projetos ou programas, que auxiliem na ampla difusão de conhecimentos necessários ao desenvolvimento científico e tecnológico;
• Monitorar, buscar a otimização e fiscalizar os recursos aplicados nas suas áreas de interesse, tando de suas próprias fontes quanto de terceiros;
• Alinhar-se com os objetivos da Política Estadual de Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Estado do Paraná, priorizando suas ações de acordo com essa Política.

Contato:
http://www.fundacaoaraucaria.org.br/
Tel.: 41-3271.7803 - Fax: 41-3271.7421
Av. Com. Franco, 1341 - Jardim Botânico - 80215-090 - Curitiba – Paraná




RESPONSABILIDADE SOCIAL
Em termos práticos, a atuação do responsabilidadesocial.com abarca dois eixos básicos de ação/informação:
A promoção da boa prática social através de marcos conceituais ou referências internacionais na área: notas explanativas sobre responsabilidade social, investimento social privado, balanço social e certificação sócio-ambiental;
A promoção da boa prática social através da prestação de serviços de utilidade pública: entrevistas, artigos, eventos e seções especializadas de atualização constante.





Caixa Postal 2623CEP 70279-970 Brasília - DF Telefone: (61) 8401-2403



GIFE
Grupo de Institutos, Fundações e Empresas
Missão Aperfeiçoar e difundir conceitos e práticas do uso de recursos privados para o desenvolvimento do bem comum. Objetivo Contribuir para a promoção do desenvolvimento sustentável do Brasil, por meio do fortalecimento político-institucional e do apoio à atuação estratégica de institutos e fundações de origem empresarial e de outras entidades privadas que realizam investimento social voluntário e sistemático, voltado para o interesse público.
O GIFE - Grupo de Institutos, Fundações e Empresas - é a primeira associação da América do Sul a reunir organizações de origem privada que financiam ou executam projetos sociais, ambientais e culturais de interesse público. O GIFE surgiu informalmente em 1989, a partir de um comitê de filantropia instituído na Câmara Americana de Comércio de São Paulo (Amcham). Em 1995, com a elaboração de seu Código de Ética, o GIFE foi instituído formalmente por 25 fundadores.
Para se associar ao GIFE, é preciso ser um instituto, uma fundação ou uma empresa e operar ou viabilizar - com recursos próprios e privados - projetos sociais, ambientais e culturais de interesse público, que estejam de acordo com os preceitos defendidos pelo Código de Ética do GIFE.
As pautas para o redeGIFE Online devem ser enviadas para o e-mail redegife@gife.org.br com, no mínimo, duas semanas de antecedência. As pautas serão escolhidas segundo critérios jornalísticos (pertinência com a linha editorial do veículo, data de realização etc.). Artigos podem ser enviados para o e-mail redegife@gife.org.br. Porém, o GIFE não se compromete a publicar todos os textos recebidos. Os artigos serão publicados após a análise por uma comissão interna de avaliação. Todas as propostas são analisadas individualmente. O primeiro contato deve ser feito pelo e-mail redegife@gife.org.br


Contato:
http://www.gife.org.br/

Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2413 - Jd. América, 1º andar
CEP: 01452-000. São Paulo (SP)

Para localizar instituições que finaciem projetos de seu interesse,acesse:

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

III Ciclo de Atualização em Filosofia

Está acontecendo na PUC um dos cursos mais interessantes que já participei. Ele está em sua 3° edição e tem como objetivo


  • Aprofundar a compreensão de textos clássicos da Filosofia;
  • Refletir sobre a importância da Filosofia e do ensino de Filosofia;
  • Debater a necessidade do domínio teórico dos textos clássicos da história da Filosofia e, sobretudo, a importância pedagógica desses textos no ensino de Filosofia.


    22/09/2008 a 27/10/2008

    HORÁRIO:
    19h às 22h

maiores informações: www.pucpr.br/extencao

VENHA PARTICIPAR!!

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Relatório de satisfação

Relatório de satisfação

Hora de colocar em prática

Apresentação do video do grupo "Devir Produções" no grupo de jovens da comunidade das Vitórias

Experiência individual*

Sem dúvida, foi desafiador preparar tanto o caderno de atividades como o vídeo. Todavia, todo o empenho em preparar um material adequado metodologicamente, original, atrativo para um público que geralmete não gosta de Filosofia pareceu ser recompensado quando ele foi apresentado no grupo de Jovens “Vencedores em Cristo” da Paróquia Nossa Senhora das Vitórias, Boqueirão, Curitiba, PR, no dia 30 de agosto de 2008. Por meio dos relatórios respondidos, pelo menos nesse contexto, vê-se a boa aceitção do mesmo. Sabemos o tanto que ele tem a melhorar, porém o primeiro passo foi dado.



Breve comentário sobre a apresentação do video e do caderno de atividades produzido pelo grupo Devir produções



Relatório de apresentação

Antonio M. dos Santos
Charles F. Gomes
Edimar Moreira
Tiago Santos Vale



Apresentamos o vídeo de filosofia que produzimos, intitulado Jovem e o cuidado de si: um olhar filosófico, no dia 30 de agosto de 2008. A platéia foi o grupo de Jovens Carmelita Vencedores em Cristo, da Paróquia Nossa Senhora das Vitórias, Boqueirão, Curitiba, Paraná. A idade deles varia entre os 16 e os 25 anos, a maioria de ensino médio.

Para a avaliação do vídeo, a Devir Produções Filosóficas, responsável pelo material, distribuiu fichas com os seguintes quesitos avaliativos: a) Tema; b) Clareza; c) Objetividade. Para cada um desses quesitos havia as seguintes possibilidades de qualificar o material: a) excelente; b) ótimo; c) bom; d) regular; e) deixou a desejar.

Após termos apresentado e recolhido as fichas avaliativas fizemos uma média e concluímos que a segunda unidade, Felicidade: uma questão de escolha, baseada no pensamento do filósofo A. Schopenhauer, foi a melhor conceituada, tida como excelente 28 vezes na soma os quesitos. A unidade terceira, A cura do medo da morte em Avicena, ficara como a segunda colocação e a unidade primeira, Sócrates: conhecer e cuidar com a terceira.

Destacamos, também, que, na folha avaliativa, colocamos um espaço em branco para aqueles que assistiram ao filme pudessem escrever que pontos da obra poderiam ser melhorados, bem como para saber o que eles compreenderam do conteúdo. A seguir temos a opinião de uma das moças que assistiram o curta metragem: “No geral o trabalho está muito bom. As imagens produzidas ficaram ótimas, pois apresentaram, além dos entrevistados, figuras e objetos que contribuíram com a linguagem e o conteúdo apresentado pelos professores (livros, quadros, objetos etc.). Os temas trabalhados são de grande importância, principalmente por estarem voltados aos jovens que cursam o ensino médio; nessa idade há diversas dúvidas em relação a si e aos outros, essas dúvidas englobam entre outras coisas a morte e a felicidade. As músicas utilizadas casaram com o tema, bem como a imagens completaram a linguagem. Espero que o trabalho renda bons frutos”.


Se por um lado temos essa crítica que ressalta a boa disposição dos quadros (as novelinhas) e os clipes temos uma outra, realizada por uma segunda componente daquele grupo de jovens, desta vez as observações são mais voltadas para a parte técnica que, por mais que tenhamos tentado aprimorar, deixara ainda a desejar. Ela cobra: mais clareza nalgumas falas, imagens e cenas de fundo e as imagens de fundo; cuidar com o áudio, com as transições de cenas; procurar detalhar ainda mais o conteúdo para a qualidade, pois isso daria ao trabalho um toque especial e despertaria mais a curiosidade dos alunos. Depois ela parabeniza o trabalho que (apesar de tudo!) ficara bem feito, mas pode melhorar.

Convém comunicarmos que o caderno de atividades foi apresentado na medida em que o filme ia sendo executado. Os quesitos de avaliação eram: a) Design; b) clareza e c) objetividade. Após lermos as folhas de avaliação percebemos que em geral ele foi tido como excelente.

Por fim, foi uma experiência bastante interessante (e cansativa), porque em certa medida experimentamos ser professores e também expomos algo que nós mesmos produzimos para ser visto e criticado, ora positiva, ora negativamente. Ficamos contentes com o resultado final, mesmo porque fizemos tudo o que estava ao nosso alcance para o oferecermos o melhor.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

JUÍZO E ANALOGIA EM IMMANUEL KANT



VÍDEO PRODUZIDO PELO GRUPO DO 3º PERÍODO DE FILOSOFIA DA PUCPR, DEVIR PRODUÇÕES. CURITIBA 2008.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Fora de controle*

O homem é constantemente rodeado por seus desejos e vontades. Muitos pensadores, durante toda a história da filosofia, teorizaram sobre esses sentimentos. No filme O porteiro da noite pode-se perceber como um ser humano movido pelas paixões é capaz de suportar a tudo ao extremo. Segundo Sigmund Freud, a personalidade se divide em três estados: o id, o ego e o superego. O primeiro é da permissividade. É como se fosse uma criança que age somente guiada por seu impulso. O ego, por sua vez, pode ser considerado um meio termo, pelo qual o indivíduo é capaz de sintetizar seu instinto com a possibilidade de realização em seu ambiente. Por fim, o último, que é o superego, está preocupado com uma conduta extremamente correta que visa muito mais a moral do que o prazer.
O filme, dessa forma, retrata quais as conseqüências a quem perde-se no caminho do id. O casal apresentado no vídeo são escravos de suas próprias ações. Colocam-se numa atitude de seres que se entregam a uma força que os impulsionam. É interessante observar que a certa altura do enredo a mulher põe-se na posição de um animal, presa a uma coleira e andando de quatro. Seu instinto a conduz a um estado de fora de si que lhe faz apenas utilizar-se da palavra para dizer que estava com fome.
Portanto, percebe-se em O porteiro da noite que o problema está nas pessoas não saberem controlar seus instintos e se entregarem totalmente a eles. Sem dúvida, o meio termo é a luta que deveria ser travada rumo a uma vida mais saudável e feliz. A pessoa não pode fazer somente o que quer e deduz ser o melhor, bem como, não pode ter discursos moralistas a espera de uma perfeição humana utópica. Ela precisa ser dotada tão somente de bom senso.


*texto elaborado a partir do filme O porteiro da noite

sexta-feira, 18 de abril de 2008

CONFERÊNCIA DO PROF. DANIEL SOBRE PSICANÁLISE



VÍDEO GRAVADO EM SALA DE AULA SOBRE PSICANÁLISE, COM O PROF. DANIEL OMAR PEREZ, E PRODUZIDO PELO GRUPO DO 3º ANO DE FILOSOFIA DA PUCPR 2008 - DEVIR PRODUÇÕES

CADERNO DE ATIVIDADES (PSICANÁLISE)











O Dever em Kant*

Antonio M. dos Santos
Charles F. Gomes
Edimar Moreira
Izaquiel M. Evaristo
Tiago E. do Vale Santos



A filosofia kantiana trouxe à história filosófica contribuições inestimáveis. Em todo aparato deixado pelo filósofo alemão, diversas abordagens foram formuladas ao longo do tempo. Tal fato aconteceu também com a mestranda em filosofia Sônia, que tem como tema de pesquisa A natureza humana e o fim que são dever em Kant. Ela, em seu estudo, busca mostrar como Kant aborda a questão do dever.
Segundo a exposição de Sônia, tendo como base, além de seus conhecimentos, parte do texto da obra A metafísica dos costumes, a virtude para Immanuel Kant é a força moral da vontade do ser humano no cumprimento de seu dever. Dessa forma, o filósofo aponta a virtude como um contínuo progresso, pois, objetivamente considerada, ela é ideal e inatingível.
Outro ponto relevante em tal explanação é a de que a vontade do homem é determinada por sua ação. Alcançar a lei moral, por sua vez, é o objeto da ação. Porém, não é ação moral uma ação que vise retorno, caso contrário, se tornaria um interesse desvirtuoso. Para que o homem não seja só animal, mas também racional, é necessário compreendê-lo com sua própria razão moral.
Também, vale recordar da importância, nesse contexto, da universalização da ação por meio da razão. Para uma ação virtuosa ser válida, ela precisa ser universal. Existem coisas que não podem ser universalizadas, pois ferem a racionalidade do ato. O imperativo categórico é a condição para efetuar o julgamento.
Dessa forma, segundo Sônia, para Kant, o qual entende que o único fim do homem é ele mesmo, o homem tem o dever para consigo mesmo de alcançar o máximo de perfeição que puder. Mas, também, cabe a ele contribuir para a felicidade dos outros, desde que ela não se contraponha à lei moral.
Portanto, nota-se que é de grande relevância o estudo da mestranda Sônia acerca do dever em Kant. Tal conceito, em meio à temática da virtude, pode trazer à comunidade acadêmica grandes contribuições.
No que concerne a uma atualização, esse ponto trás inúmeras indagações, como, por exemplo, a de se, de fato, o ser humano tem buscado fazer boas ações sem ter em vista uma retribuição ou ainda, noutra perspectiva, refletir se não pode estar havendo uma banalização daquilo que é virtuoso, dada a confusão muitas vezes feita entre aquilo que é universal e aquilo que é costume.
*Texto elaborado a partir da apresentação em sala de aula do projeto de pesquisa da mestranda Sônia, tendo como tema A natureza humana e o fim que são dever em Kant.

Conservar a vida: para quê?*

A vida do homem é marcada por muitos enigmas. Quem criou o mundo? O que dá ordem ao Universo? Todos eles são de grande relevância, porém há outra que persuade enormemente a o ser humano: a morte. O filme A vida de David Gale apresenta o personagem David Gale que está no corredor da morte para cumprir sua pena. Nessa situação podemos nos perguntar: pode um ser humano ter direito sobre a vida do outro? Nunca se buscou tanto conservar e prolongar a vida, porém ao mesmo tempo se quer destruí-la.
Constantemente o homem está lutando. Luta a cada milésimo de segundo perseguindo sua meta: manter a vida. Desde a concepção o indivíduo naturalmente quer viver. Entretanto, a criança não consegue se manter viva se não for com a ajuda dos que cercam. Tecnologias mega avançadas são pensadas ardorosamente com o objetivo de atendê-las.
As condições psico-bio-sociais, todavia, levam esses mesmos seres humanos que tanto a humanidade torceu para se manterem vivos, a uma condição de criminalidade e atos que ameaçam a vida de outras pessoas. Na maioria dos casos, os delinqüentes são sujeitados a duras penas podendo até serem perpetuas, em outros casos, entretanto, encontram na aplicação da pena de morte a saída.
Decidir acerca do direito de viver de uma pessoa tem uma implicação ética muito profunda. A ética para Enrique Dussel, por exemplo, é tudo o que defende, produz e reproduz a vida. Assim torna-se inconcebível a morte que não seja natural. Todos têm direito a vida e cabe as instituições de poder defendê-la.
Portanto, não se deve ser hipócrita ao ponto de dizer que não se deve mais lutar para salvar vidas, pelo contrário. Porém, não basta apenas salvar recém-nascidos, é preciso também conservá-los, tanto para evitar que os indivíduos ingressem no crime, bem como, caso cometam, que lhes sejam dados o direito de se reintegrarem socialmente. Tal solução, até parece, de fato, utópica, porém, não pode deixar de ser pensada.
*Comentário elaborado a partir do filme A vida de David Gale






segunda-feira, 14 de abril de 2008

O cumprimento lei moral e a religião*

A história da filosofia é marcada por centenas de pensadores, porém poucos, como é o caso de Kant, deixaram um arsenal conceitual filosófico tão rico. É nesse vale de novidades filosóficas que marcaram uma época que o graduando Jorge Vanderlei da Conceição, participante do PIBIC pela PUCPR, se aventura com o tema A impossibilidade da natureza humana e o cumprimento da lei moral. Em tal pesquisa o estudante tem como objetivo principal demonstrar que a antropologia pragmática kantiana é uma antropologia moral.
Em Kant, para Conceição, não existe uma lei normativa que simplesmente manda o homem cumprir a lei moral, mas sim há um terceiro momento na lei kantiana que é o cumprimento da lei moral. Nessa perspectiva são apresentados os dois momentos de tal moral. No primeiro está a dedução do imperativo categórico e no segundo a sensificação da lei moral. Porém, é num outro momento que se encontra a simbolização da lei moral. Essa última, que se encontra na terceira crítica kantiana, já trás presente a idéia estética, ou seja, de bom ou de belo, como símbolos morais. Ele, o estudante, também coloca como essencial, o elemento da cultura que o filósofo trabalha a certa altura de seus escritos em analise conjunta a lei moral. Esse ponto, dessa maneira, é dividido pelo autor em três faces, sendo elas a religião, a estética e a cultura, sem se esquecer que eles já são interligados, fazendo assim com que os símbolos da vontade ajam sobre o símbolo da cultura do sujeito.
Portanto, percebe-se que esse denso trabalho a ser desenvolvido poderá trazer interessantes descobertas, tanto para o autor, quanto para aqueles que estão a sua volta. A validação de pesquisa para concluir se o pressuposto de que a antropologia pragmática é uma antropologia moral, poderá levar a reflexão de como se articula a sensibilidade do ser racional e o cumprimento da lei moral

*Artigo elaborado fundamentado na explanação em sala de aula do graduando, participante do PIBIC, Jorge Vanderlei da Conceição

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Ó culpa! Para onde irei, para onde fugirei!


O ser humano é assolado cotidianamente com o sentimento de culpa. Tal sentimento pode ser oriundo desde o deixar de ceder o lugar no ônibus para uma senhora idosa, até o fato de ter matado uma pessoa cruelmente. Essa realidade de sentir-se culpado, que perpassam também inúmeras correntes filosóficas, é evidente na história da salvação cristã tanto com Judas Escariotes quanto com Pedro. É possível tal verificação tendo por base os polêmicos filmes A Paixão de Cristo e A última tentação de Cristo.
Numa perspectiva moral, ao que parece, pode haver dois grandes causadores da culpa. O primeiro trata-se de sentir-se culpado dado o julgamento das outras pessoas sobre a atitude incorreta. Essa situação, persiste, sem dúvida junto a conduta de muitas pessoas. Por outro lado, no segundo causador, mesmo que o individuo livre-se desse sentimento por esse meio, ele não poderá enganar sua consciência. Mesmo que ninguém o diga, ele sabe por si só que é culpado.
Portanto, fica claro que tanto no caso de Judas que trai, quanto em Pedro que nega, não é Jesus quem acusa, mas eles próprios se condenam. Relata a história, que Judas quando se arrependeu, viu no suicídio a única forma de liberta-se da agonia que lhe afligia. Em relação a Pedro, por sua vez, sua libertação é buscada no choro. Assim, o julgamento do homem está nele mesmo que não concebe-se perdoado por Deus.
Texto elaborado a partir dos filmes A Paixão de Cristo e A última tentação de Cristo.

A lei moral e uma religião racional

Vídeo sobre o trabalho de pesquisa do aluno Jorge Vanderlei C. da Conceição, do 5º período de Filosofia da PUCPR, cujo tema trata da possibilidade de uma religião racional derivada da moral pura, de acordo com Kant.

sábado, 29 de março de 2008

Egoísmo: mal ou bem?




Vídeo produzido pelo grupo do 3º ano de Filosofia da PUCPR (2008) baseado no artigo de Jair Barbosa "Mau radical e terapia em Schopenhauer", do livro "Filósofos e terapeutas - em torno da questão da cura", organizado por Daniel Omar Perez.